quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Paul McCartney pediu cardápio vegan num concerto nos Estados Unidos



O cantor Paul McCartney solicitou a produção do concerto que fez em Tinley Park, em Illinois (EUA), que fossem vendidos unicamente alimentos vegans. 
Agora com 75 anos, Paul é ativista pelos direitos animais há bastante tempo. Durante anos tem seguido um estilo de vida vegan e por isso não é surpresa o pedido de venda de apenas comidas vegans.
Uma fã chamada Emily, publicou em sua página do Twitter uma foto do cardápio vegan disponível para o concerto, em que seus pais estavam. Couve-flor e batatas fritas (US $ 12), batatas fritas veganas (US $ 8) e nacho grande vegano (US $ 10,50) e uma garrafa de vinho tinto por US $ 37,00 eram algumas das opções.
Emily fez a publicação com a seguinte legenda: “Meus pais estão no concerto de Paul McCartney e ele exigiu que só haja comida vegan”.
Esta não é a primeira vez que ele tenta encorajar outras pessoas a seguir o veganismo. Em 2013 no Canadá, o cardápio vegan foi uma das condições para Paul tocar na província de Saskatchewan. Caso a produção não acatasse seu pedido, ele não realizaria o concerto.
Em 2002, quando estava em sua turnê ‘Driving’ USA, Paul disse que não queria que qualquer mobília no seu camarim fosse feita de animais. “É crucial que você não forneça móveis feitos de pele ou de estampa animal. Não forneça versões artificiais de pele animal ou estampa. Somente são excluídos os materiais livres de origem animal (algodões, denims, veludo, etc.).
Fonte: Anda

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Veterinários querem plano de contingência para os animais



A Ordem dos Médicos Veterinários (OMV) quer que a Proteção Civil Integre profissionais desta área e que desenvolva um plano de contingência para animais em situações de catástrofe, o qual pretende discutir com o Governo.

Em declarações à agencia Lusa, o Bastonário da OMV, Jorge Cid, referiu que “a prioridade são as pessoas, mas tem que haver um plano paralelo, que inclua não só veterinários mas também engenheiros zootécnicos e outros profissionais, que possam ocupar-se da parte animal”. 

Esta proposta surgiu na sequência dos grandes incêndios na região centro de Portugal, que queimaram milhares de hectares em Pedrógão Grande, Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos e outras localidades vizinhas, e que mataram também milhares de animais, de companhia e de agropecuária.
As reuniões com o Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural e com o Ministério da Administração Interna já estão pedidas e a expectativa do bastonário da OMV, Jorge Cid, é a de que aconteçam entre esta semana e a próxima. 
Na altura dos incêndios, a OMV reagiu prontamente e foram vários os veterinários que estiveram no terreno, a ajudar nas explorações agrícolas, pequenos proprietários de gado e de animais de companhia. No entanto estes profissionais atuaram sempre de forma voluntária e boa fé, sem qualquer plano pré-determinado ou coordenação definida com as autoridades. É essa situação que a OMV quer rever agora, para que resposta possa ser a mais adequada. 
O primeiro passo que a OMV pretende dar é o da criação de um grupo de trabalho que defina aquilo que venha a ser o plano de contingência animal, mas este terá necessariamente que prever, segundo Jorge Cid, a disponibilização imediata de ajuda para animais e a definição de zonas de resgate e acolhimento, onde estes possam permanecer em segurança até haver condições para regressarem a casa.

É preciso também que se pense o transporte de animais -- não só de companhia, mas também os de exploração e, eventualmente, de grande porte, supondo que um parque ou zoológico possa ser atingido por uma catástrofe -- e, igualmente importante para os veterinários, um plano de recuperação e salvamento da fauna selvagem.


quinta-feira, 25 de maio de 2017

Gatos Gigantes - o que têm de tão especial



Costuma-se dizer que o tamanho não é o mais importante, e de facto não é, mas o tamanho traz também consigo um conjunto de características específicas, e no caso dos gatos isso não é excepção.

Alguns bichanos conseguem atingir um tamanho impressionante, bem maior que os gatos que estamos habituados a ter em nossas casas, de tal forma que ficamos impressionados quando estamos na presença de um exemplar quer seja ao vivo quer seja por fotografia.

Em média as raças de gatos domésticos atingem um peso entre os 4 e 7 Kgs, os gatos gigantes fêmeas costumam alcançar a casa dos 10 Kg e os machos a dos 14 Kg.

As raças de gatos gigantes que dividem-se principalmente em maine coon, ragdoll, ashera e savannah, possuem uma expectativa de vida maior, o que pode ser mais um ponto a favor quando se tem de escolher animal de estimação. Se adora estes animais de grandes dimensões, fique a conhecê-los melhor quem sabe um dia destes tem um a morar consigo.

Maine Coon



Esta raça de gato teve origem nos Estados Unidos e resultou do cruzamento do Gato Americano de pêlo curto com o Angorá e outras raças com pêlos longos.

Esta raça deste gato é muito grande e pesado. O macho chega a pesar de 10 a 13 Kg ou mais quando Castrados para companhia. As pernas e o corpo são longos. As orelhas são maiores que as de um Angorá, porém sem serem desproporcionais à cabeça. Os olhos são grandes e ligeiramente inclinados para o focinho, o que lhe dá um ar mais selvagem.

Possuí uma pelagem longa, mas nem tanto como a de um Persa. Na base do pescoço, a pelagem é mais curta e menos densa, a sua cauda é bastante longa e com formato de um penacho bruscamente cortado no final. A raça possui pouco mais de 60 cores. Todas são aceitas, inclusive com desenhos de marcações variadas. Os olhos são verdes, gold ou cobre e geralmente combinam com a cor da pelagem. Gatos com olhos ímpares (Odd Eyed) ou par de olhos azuis são extremamente raros para a raça, mas sempre relacionados à cor branca ou bicolor com branca.

É muito ativo e adora brincadeiras. É muito companheiro e fiel, tipo a sombra de seus donos dentro de casa. Não necessita de muito espaço para se exercitar, mas gosta de um lugar macio para descansar.


Ragdoll




Trata-se, sem dúvida, de uma das maiores raças de gatos domésticos. Apresenta um corpo robusto, bem proporcionado e podem pesar entre 3,5 e 9 kg, aproximadamente. Os machos são consideravelmente maiores do que as fêmeas.

Esta raça possui lindos olhos azuis e apresenta uma distinta pelagem colourpoint semi-longa, abundante e macia. As cores aceitas para esta raça são o vermelho, seal (foca), chocolate, fogo, azul, lilás, creme, além do malhado (casco de tartaruga, ou tortoiseshell). Os padrões variam entre pointed, mitted, bicolor e lynx, uma variação dos demais padrões com marcações tabby.

A personalidade do Ragdoll é bastante tranquila. O nome traduzido já indica essa característica: ”boneca de pano”. Essa denominação vem do fato de seus músculos se descontraírem, como se tornasse um brinquedo nos braços das pessoas em quem confia. Este gato é bastante dócil, inteligente, companheiro, gosta de carinho e mia pouco, o que o torna perfeito para viver em ambientes familiares, pois também se dá muito bem com crianças. Apesar de gostar de brincadeiras, o Ragdoll tem a característica de não se exercitar muito, preferindo correr pouco e ficar mais tranquilo, observando o ambiente, o que o torna ideal para viver em apartamentos. Por causa disso, deve-se ter bastante cuidado com a alimentação dele, para que não fique obeso.



Ashera




O gato Ashera é, sem dúvida, um gato muito popular seja pela seu aspecto atraente, pelo seu carácter calmo e silencioso ou pelo preço exorbitante. O gato Ashera é descendente direto do leopardo asiático, do serval africano e do gato comum doméstico. Foi desenvolvido nos princípios do século XXI através da manipulação genética nos Estados Unidos, mais concretamento pelo laboratório Lifestyle Pets. Depois de algumas gerações de teste, conseguiram desenvolver o atual gato Ashera, um híbrido sem dúvida único. No entanto, deve saber que a raça ainda se encontra sob observação e é estéril, por isso nunca terá a possibilidade de ter ninhadas em casa.

O gato Ashera tem umas medidas superiores às de um gato convencional, pode chegar a alcançar um metro e meio de altura e entre 12 a 15 quilos de peso, trata-se de um gato realmente grande. O seu físico é forte e robusto, bonito na sua aparência e movimentos. No caso de querer adotar um gato Ashera deverá ter em consideração o tamanho adulto que vai chegar a alcançar. Para nos orientarmos é idêntico ao de um cachorro de tamanho médio ou grande. Os olhos costuma ser de cor verde o mel, e pode viver até aos 15 anos.

Existe, destacar os quatro tipos de gato Ashera que existem:

·        Gato Ashera comum: É a principal figura do gato Ashera que se desenvolveu. Destaca-se pela sua cor creme e as manchas marrons que sobressaem.

·        Gato Ashera hipoalergênico: O seu aspeto é exatamente idêntico ao anteriormente mencionado. Apenas se diferenciam por ter um pelo que não causa alergias.

·        Gato Snow Ashera: Esta variedade do gato Ashera é conhecida como "Ashera branco", pois tem o corpo todo esbranquiçado com manchas de cor âmbar intenso.

·        Gato Ashera Royal: Esta variante é a menos conhecida e também a mais escassa e "exclusiva". Pode ser de cor creme com manchas ou listras pretas e laranjas. A sua aparência é muito mais intensa e peculiar.



As dimensões gigantes deste animal podem assustar a primeira vista devido a imponência do seu tamanho, o que levará a questionar se é um gato perigoso ou não. Claro que a resposta é negativa, o Ashera é um gato de caráter calmo e tranquilo.

Gosta de se deixar acariciar e criar ligações fortes com seus familiares mas ao mesmo tempo é um gato que se pode deixar sozinho sem problema, não é especialmente apegado. Oferecer interações regulares na sua etapa de filhote será fundamental para que na fase adulta esteja cómodo e habituado a humanos.



Savannah




O Savannah é um animal híbrido nascido do cruzamento de um gato doméstico e o Serval, um felino selvagem de origem africana. Possui esse nome dado que Serval é um animal típico das savanas e também porque é o nome do gatil que criou a raça. Pelo fato de ser resultante do cruzamento de espécies diferentes, a maior parte dos animais é estéril, o que a torna uma raça muito rara. O peso deles gira em torno de 12 Kg mesmo assim são animais muito brincalhões e ativos. 

Considerados gatos de porte grande, os animais dessa raça apresentam um porte intermediário ao do gato doméstico e ao do Serval. A cabeça apresenta formato triangular, orelhas esguias e de tamanho grande, e a pelagem formada por manchas iguais a do Serval, porém, a cor do pelo pode variar entre prateado, dourado ou marrom. O Savannah possui algumas características singulares. Além do tamanho avantajado e de uma belíssima pelagem exótica, os gatos dessa raça tem uma cabeça pequena em relação ao tamanho do corpo. 

A raça possui um temperamento dócil, além de ser facilmente treinada para andar na coleira, ou brincar de trazer de volta objetos arremessados. Os gatos da raça Savannah podem ser comparados aos cães quanto ao companheirismo, costumam seguir os donos pela casa toda e são muito interativos. Eles costumam cumprimentar as pessoas esfregando delicadamente a cabeça nelas. São cheios de energia e estão sempre prontos interagir com a s pessoas e brincar. Costumam ser excelentes companheiros para crianças, demonstrando ser um excelente animal de estimação.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Tem animais de estimação? Conheça as novas obrigações legais



Cresce o número de países que está a criar legislação importante relativamente ao estatuto dado aos animais, atribuindo – lhes um estatuto jurídico e por isso deixam de ser considerados como coisas. Recentemente também a Assembleia da Republica legislou nesta área, desta forma os animais deixarão de ser considerados coisas e serão e serão reconhecidos como seres vivos dotados de sensibilidade e os autonomiza face a pessoas e coisas.



A lei 8/2017, entrará em vigor a 1 de maio de 2017 e para além da

separação legal entre “coisas” e animais, há novas obrigações e implicações, para quem tem animais de estimação ao seu cuidado. Mas também para quem encontra um animal na rua ou para quem lhe inflige lesões, mesmo que não intencionais.

Fique a conhecer qua mudanças irão acontecer devido a esta nova lei:

Bem-estar animal


O tutor do animal deve assegurar ao seu animal o acesso a água, comida e cuidados médicos veterinários O estatuto jurídico é muito claro nesta matéria: “o proprietário de um animal deve assegurar o seu bem-estar e respeitar as características de cada espécie e observar, no exercício dos seus direitos, as disposições especiais relativas à criação, reprodução, detenção e proteção dos animais”. 


O que acontece?

Se desrespeitar esta obrigação de bem-estar dos seus animais de estimação, poderá ser punido legalmente. O novo diploma não agrava as penalizações da Lei nº 69/2014, portanto permanecem as sanções estipuladas pela peça legislativa publicada há três anos: pena de prisão até um ano ou multa até 120 dias para quem infligir dor, sofrimento ou maus tratos físicos a um animal de companhia.



2. Divórcio: quem fica com os animais de estimação?


Outra das novidades legais incide sobre o que acontece aos animais de companhia em caso de divórcio. A partir de 1 de maio, é necessário chegar a “acordo sobre o destino dos animais de companhia”, para dar entrada na conservatória com um pedido de divórcio por mútuo consentimento. Isto porque este acordo passa a ser um dos documentos obrigatórios a acompanhar o pedido, a par dos acordos sobre as responsabilidades parentais (ou certidão de sentença judicial), sobre a prestação de alimentos, sobre a casa de família e acordo sobre partilha de bens (ou relação dos bens comuns). 

 

3. Indemnização em caso de lesão


Lesionou, sem querer, um animal de companhia de outra pessoa? Nesse caso, será obrigado a indemnizar o seu proprietário ou a entidade que socorreu o animal. O regime jurídico estabelece a obrigatoriedade de indemnização a quem causar lesões a um animal, com ou sem intenção, mesmo que a quantia devida seja superior ao valor do ‘patudo’.

O dono tem ainda direito a receber uma indemnização por danos morais, caso a lesão resulte em morte, dificuldade grave e permanente de locomoção do animal ou remoção de um órgão “importante”.