terça-feira, 17 de março de 2015

Quem é mais fiel na natureza?



O ser humano é monogâmico? A resposta permanece inconclusiva e, com frequência, buscamos na natureza e em outras espécies a base para o nosso comportamento. No reino animal, os relacionamentos manifestam-se nos mais diversos moldes, o que inclui desde a sexualidade descontraída dos bonobos à monogamia sequencial dos pinguins-imperador, que mantêm um único parceiro durante todo período de acasalamento (não obrigatoriamente no seguinte).
E ainda que não seja a regra, há também espécies exclusivamente monogâmicas, cujos indivíduos estão propensos a manter a mesma união pela vida toda. Entre elas, estão roedores, aves, antílopes, ao menos uma espécie de lagartos e até mesmo insetos e animais marinhos. 
1. Cisnes
Os cisnes representam o exemplo mais conhecido de animais que formam casais para toda a vida. A imagem dos casais de cisnes a nadar com os pescoços unidos em forma de coração é um símbolo romântico popular, que fica bem em qualquer postal do dia dos namorados.
Os casais de cisnes trabalham em conjunto na construção do ninho, na encubação dos ovos e geralmente regressam sempre ao mesmo ninho na época de acasalamento.
Embora existam cisnes não totalmente fiéis aos seus parceiros, bem como alguns casais que acabam por se separar (geralmente por não conseguirem procriar), a fama de partilharem um “amor para sempre” é justa para a grande maioria deles.
Os cisnes são aves aquáticas da sub-família Anserinae, que inclui também os gansos. No seu conjunto formam o género Cygnus, sendo caracterizados pelo longo pescoço e por patas curtas. A sua distribuição geográfica é diversificada, sendo os cisnes do hemisfério norte brancos, enquanto que os do hemisfério sul apresentam plumagem por vezes colorida.

2. Dik-dik

O dik-dik é um antílope pequenino, de, em média, 60 cm de comprimento e 35 cm de altura. Raramente tem mais de um parceiro sexual ao longo da vida e, se isso acontece, ele é "fiel" nos seus relacionamentos, deixando de acasalar com um parceiro para ir acasalar com o outro. 
Isso acontece porque, entre outros motivos, quando a fêmea está "comprometida", o cheiro de seu macho afasta os outros. A fêmea, por sua vez, não demonstra interesse em manter mais de um relacionamento

3. Lobos

Os lobos têm um sentido de lealdade e fidelidade exemplares no mundo animal.
Não só é hábito formarem casais para toda a vida, como a sua ligação com irmãos e irmãs dentro da alcateia é tão forte como as relações entre os casais, criando assim toda uma relação familiar forte e duradoura.

4. Gibões

Os gibões são primatas que costumam formar casais para toda a vida. Uma vez juntos, não se limitam a acasalar e criar os filhotes, são muitas vezes observados a cuidarem do pêlo um do outro, ficarem juntos nas árvores e partilhar outras atividades.
O dimorfismo sexual (termo que se refere ás diferenças físicas entre machos e fêmeas dentro da mesma espécie) dos gibões é pouco acentuado, pelo que existe um alto nível de igualdade entre os sexos nestes animais.
Apesar de serem um dos maiores exemplos de monogamia e fidelidade, existem alguns gibões que olham para o lado, e não estamos a falar da árvore seguinte. Também existe uma pequena percentagem de casais que se “divorciam”. À medida que se vão realizando estudos sobre a complexidade social destes animais, mais os seus “casamentos” se parecem assemelhar aos nossos – tanto nas virtudes como nos defeitos. O que não é de estranhar pois são os nossos parentes mais próximos de toda esta lista.

5. Pinguins

Os pinguins têm pela frente uma tarefa árdua quando geram filhotes. Para que um pequeno pinguim tenha hipóteses de sobreviver nas condições austeras do pólo sul, os seus progenitores têm de trabalhar em conjunto e dividir as tarefas.
Esse foi o motivo pelo que, provavelmente, os pinguins evoluíram de forma a formar casais duradouros e fiéis, embora por vezes, os casais se separem quando os filhotes atingem maturidade suficiente para se tornarem independentes.
No Oceanário de Lisboa existe um casal de pinguins-de-Magalhães que completou recentemente 25 anos de “casados”, um exemplo do comprometimento destes animais.

6. Peixe-frade

A monogamia entre peixes é rara, mas os peixes-frade são um bom exemplo de “eternos namorados”.
Muitas vezes estes peixes permanecem com o seu parceiro para o resto da vida, nadam juntinhos pelo oceano (romântico!), caçam em conjunto e também defendem em conjunto o seu território quando pressentem ameaças de outros peixes. Aliás, é pouco comum encontrar um peixe-frade sozinho.

7. Térmitas

Quando pensamos em insetos, a ideia que temos é a de uma rainha rodeada de numerosos machos que com ela acasalam.
Com as térmitas, é diferente. Muitas térmitas têm no topo da hierarquia uma rainha mas também um “rei”. Esse casal pode ficar junto toda a vida e gerar toda uma colónia de térmitas. Uma rainha é capaz de pôr dois mil ovos por dia.

8. Rato-silvestre-da-pradaria

Apesar de os roedores estarem associados a uma forte promiscuidade, os ratos-silvestres-da-pradaria (Microtus ochrogaster) estão entre os maiores exemplos de animais monogâmicos que se conhecem.
Quando se juntam, formam um casal cuja relação costuma durar para o resto das suas vidas. Criam os filhotes em conjunto, de todas as ninhadas que tiverem e é muito raro separarem-se para formarem outros casais. Costumam partilhar outras atividades, como cuidar do pêlo um do outro ou simplesmente passar o tempo juntos. O rato da pradaria já virou um símbolo de amor e fidelidade nos Estados Unidos. Casais de namorados até trocam o bichinho, que é doméstico, como forma de carinho. Isso porque eles têm um único parceiro sexual ao longo de toda a vida
Quando um dos parceiros morre, apenas um quinto dos viúvos decide ir à procura de um novo parceiro.

9. Águia-careca

São os símbolos do patriotismo norte-americano, mas estas águias também poderiam ser um símbolo da monogamia e fidelidade.
Apesar de viajarem sozinhas nas suas migrações, quando chega a época de acasalamento é comum voltarem ao mesmo sítio e sobretudo ao mesmo parceiro. Mas antes, os machos precisam de dar o seu melhor em voos acrobáticos para conseguirem conquistar o coração da menina.
Existem alguns “divórcios” entre os casais destas águias e, segundo é sugerido, isso ocorre quando o casal falha em conseguir gerar descendência, procurando assim outros parceiros com os quais sejam capazes de procriar.

10. Baratas

As baratas são animais, no mínimo, intrigantes. Existem algumas curiosidades sobre elas que as tornam muito mais interessantes do que repugnantes. Uma dessas curiosidades é que as baratas são ávidas praticantes da monogamia e geralmente formam casais que duram para sempre, a próxima vez que achar uma barata nojenta, lembre-se que são mais comprometidas e fiéis que muitas pessoas.

11. Rato-saltador-gigante

Os ratos-saltadores-gigantes (Hypogeomys antimena) são outro dos poucos exemplos de monogamia entre animais roedores.
Habitam uma pequena área do Madagáscar mas são grandes em companheirismo. Estes roedores permanecem juntos para criar os seus filhotes e geralmente só se juntam a um novo parceiro se o anterior falece.

12. Albatrozes

Os albatrozes são bem conhecidos pelos seus rituais criativos de acasalamento, com danças inusitadas que demoram anos (!) a aprender, mas são também um bom exemplo em termos de fidelidade.



Apesar de percorrerem enormes distâncias sobre os oceanos, regressam ao mesmo local e ao mesmo parceiro.



Numa espécie específica de albatroz, o albatroz-das-galápagos (Phoebastria irrorata), testes genéticos ás crias demonstraram que cerca de três quartos delas tinham o mesmo pai. Já no caso do albatroz-errante (Diomedea exulans), apenas uma em cada dez crias tinha um pai diferente. Talvez seja um bom argumento para que as duas espécies troquem de nome.

Outros bons exemplos de animais monogâmicos são os casos dos urubu-de-cabeça-preta, rola-brava, castores, coruja-das-torres, a araras e os polvos. No caso destes últimos que são animais invertebrados mais inteligentes do planeta, geralmente têm apenas um parceiro. Para a maioria das espécies isto não significa grande coisa na verdade, vivem apenas um ou dois anos, pelo que apenas geram uma postura de ovos e depois morrem. No entanto há uma espécie o Polvo do Pacifico. Estes polvos comportam-se de uma maneira diferente de todas as outras espécies: acasalam “cara a cara” (outros polvos acasalam a uma certa distância) e mantém o mesmo parceiro com o qual geram múltiplas posturas de ovos durante a sua vida. São também muito sociais e podem viver em grupos de até 40 indivíduos.

Fontes: http://www.mundodosanimais.pt; http://www.arreganho.com.br; http://viajeaqui.abril.com.br; http://naturlink.sapo.pt.

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