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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Pinguins morrem de fome durante temporada de acasalamento



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A temporada de acasalamento foi desastrosa para a colónia de pinguins-de-adélia, que vive no leste da Antárctida. Com a exceção de duas, todos as crias do grupo morreram de fome, dado que os seus progenitores não conseguiram arranjar comida devido a quantidade anormalmente exagerada de gelo que se verificou no final deste inverno (hemisfério sul, o final do inverso é agosto/Setembro). 

Esta foi a segunda época de acasalamento devastadora para esta colónia, em 2015, aconteceu o mesmo e não sobreviveu nenhum filhote. 

Grupos ativistas pedem medidas urgentes, como uma nova área de proteção para os animais marinhos na região. 

A World Wildlife Fund (WWF) afirma que a proibição da pesca de krill na área ajudaria a garantir a sobrevivência dos pinguins, assim como de outros animais. Esta organização apoia o trabalho de cientistas franceses na Antártica que monitorizan as colónias de pinguins desde 2010. 

A proposta de uma medida de proteção para os animais será discutida numa reunião da Comissão para a Conservação da Vida Marinha da Antártica (CCAMLR). A Comissão é composta por 25 membros e pela União Europeia.

Fonte: Anda

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Emirados Árabes Unidos proíbe que os animais selvagens sejam mantidos em casa

Boas notícias para o mundo dos animais, neste caso vem dos Emirados Árabes Unidos, que proibiram a criação de animais selvagens, como chitas, leões e tigres, como animais domésticos. Quem tiver algum destes animais em casa estará a cometer uma ilegalidade, que será passível de ser punido com pena de prisão ou com uma multa que ascende os 700.000 dirham, mais de 65 mil euros. 
Neste país possuir um animal selvagem em casa como leões, chitas ou tigres, ainda continua a ser um símbolo de ostentação e riqueza. No entanto após muita pressão de associações ligadas à defesa dos animais, a lei que penaliza esta prática entrou neste início de ano em vigor.
Segundo a notícia avançada pela CNN, para além da possível pena de prisão e de uma multa bastante significativa, as autoridades locais irão ainda exigir que os infratores entreguem os animais selvagens às entidades locais competente

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

India proíbe importação de peles de visons, chinchilas, raposas e répteis



A Índia anunciou a proibição da importação de peles de répteis, chinchilas, visons e raposas. Recorde-se que este país foi o primeiro a atribuir um estatuto especial aos golfinhos considerando-os como seres sencientes.

A proibição acontece depois de muita pressão da PETA (People for the Ethical Treatment of Animals). Pressão essa que fez a direcção geral do comércio exterior indiano optar por proibir a importação de todos os tipos de pele de réptil. A proibição incide igualmente nas peças de pele de vison, chincilas e raposas com ou sem cabeças, patas ou cauda.

De acordo com a Humane Society International: “Em todo o mundo, milhões de visons e raposas são mantidos em gaiolas imundas e com arame até que sejam gaseados e mortos ”.

Há bastante tempo, organizações de direitos animais pressionam o governo central da Índia a se posicionar contra o cruel comércio de peles de animais considerados exóticos.

Entre os que apoiaram a proibição estão Maneka Sanjay Gandhi, ministra do Desenvolvimento de Crianças e Mulheres, que escreveu uma carta ao ministro do Comércio e Indústria da União, Nirmala Sitharaman, enfatizando a necessidade de combater a crueldade contra animais proibindo a importação de peles, segundo o World Animal News.


Fonte: Anda 

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Tráfico de animais é o quarto negócio ilegal mais lucrativo do mundo



O tráfico de animais está em 4º lugar no ranking das actividades ilegais mais lucrativas do mundo. Atualmente esta actividade movimenta um montante extraordinário de dinheiro, só ultrapassado pelo tráfico de droga, de seres humanos e do comércio de armas. 

Estima-se que entre 20 mil e 30 mil elefantes são abatidos por ano ilegalmente. Desde 2007, o comércio ilegal de marfim mais do que duplicou. O tráfico de vida selvagem ameaça a biodiversidade do planeta e coloca em perigo de extinção espécies como os elefantes, os rinocerontes e os tigres. 

Uma das causas para este tipo de comércio ilegal seja tão lucrativo é a falta de conhecimento por parte do comprador, é bastante mais fácil traficar marfim e chifre de rinoceronte do que drogas. Neste momento o marfim já é mais valioso do que a platina. Também o baixo risco de detenção e os elevados montantes envolvidos são um chamativo para o crime organizado, que tantas vezes usam os lucros obtidos pela venda de animais selvagens para financiar grupos terroristas. 

Para combate a este tipo de crime, que está a aumentar progressivamente a Comissão Europeia lançou um plano de acção que inclui a prevenção do tráfico, a redução da oferta e da procura de produtos ilegais da fauna e da flora selvagens, a aplicação das regras vigentes e o combate à criminalidade organizada por meio da cooperação entre os serviços de polícia competentes. O plano envolve um investimento na ordem dos 700 milhões de euros a serem aplicados até 2020. 

As prioridades do plano de ação são a prevenção do tráfico, a redução da oferta e da procura de produtos ilegais da fauna e da flora selvagens, a aplicação das regras vigentes e o combate à criminalidade organizada por meio da cooperação entre os serviços de polícia competentes, designadamente a Europol. Também é prioridade a cooperação entre os países de origem, de destino e de trânsito, incluindo apoio financeiro da UE para proporcionar fontes de rendimento a longo prazo às comunidades rurais que vivem em zonas de extensa fauna selvagem. 

Mas não são apenas os elefantes alvos prioritários para a caça. Outros animais como o dos pangolins, que é o mamífero mais traficado do mundo e está a um pequeno passo da extinção.  Entre 2007 e 2013 mais de 107 mil pangolins foram confiscados depois de operações de fiscalização contra o tráfico. Existem ainda outros animais que são chamariz para a caça e comércio ilegais, tais como rinocerontes e tigres. Segundo dados do paramento Europeu é possível constatar que o tráfico de animais tem subido de forma exponencial em 2007 foram mortos ilegalmente 13 rinocerontes, enquanto em 2015 disparou para 1.175 animais abatidos. No início do século passado, o número de tigres ascendia aos cem mil exemplares, hoje em dia não ultrapassa os 3.500 animais.

Fonte: GreenSavers 

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Dois tigres são mortos ou traficados por semana



Num estudo realizado com dados sobre a captura de tigres durante 16 anos e publicado nesta quarta feira dia 16 de novembro, é revelado que em média dois tigres são mortos ou traficados ilegalmente todas as semanas. Este estudo alerta para o "impacto desastroso" sobre os 4.000 grandes felinos em meio selvagem.

Estes últimos dados foram divulgados na véspera de se iniciar na capital do Vietname uma conferência internacional sobre vida selvagem, que reunirá durante dois dias especialistas e dignitários como o príncipe William do Reino Unido, assim como organizações não-governamentais e ativistas contra o comércio ilegal de animais selvagens.
 

O estudo, com dados sobre a captura de tigres durante 16 anos, foi divulgado pelo grupo Traffic, que monitoriza o comércio de animais selvagens. 

Estima-se que uma média de 110 tigres por ano tenha sido vítima de tráfico desde 2000 e o estudo mostra o crescente papel que os centros de reprodução desempenham no abastecimento do comércio, especialmente no sudeste da Ásia. Cerca de trinta por cento das peças de tigre apreendidas entre 2012 e 2015 eram de tigres em cativeiro, enquanto entre 2000 e 2003 a percentagem era de apenas 02%. Países como a Tailândia, Laos e Vietname são os principais países com "quintas de tigres". 

"Estes países claramente não fizeram progressos significativos no controlo desta fonte de abastecimento", disse Kanitha Krishnasamy, coautor do estudo do Traffic, num comunicado. 

"Qualquer estímulo adicional da procura pode ter um impacto mais desastroso sobre os tigres selvagens", adiantou. 
A conferência de Hanói é mais uma oportunidade para alertar e pressionar os governos desta região para que possam estar atentos e unir esforços de forma a combater com mais eficiente trafico ilegal de tigres e também encerrar os centros de reprodução. 


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Animais órfãos criam a sua própria família



Até os animais selvagens conhecem bem o que representam as ligações familiares e os benefícios que advém daí. Foi o caso destes pequenos animais bebés, um búfalo, uma zebra e dois elandes (um tipo de antílopes), que depois de perderem suas mães, decidiram formar sua própria família.
Ngulia, a zebra foi o primeiro bebé a chegar à Unidade de Reintegração Voi, um centro de reabilitação administrado pelo David Sheldrick Wildlife Trust (DSWT) no Quênia. “Ngulia foi uma vítima da indústria da carne”, disse Amie Alden, da DSWT, o que significa que provavelmente foi caçada e o seu filhote ficou num estado vulnerável.
Inicialmente, Ngulia juntou-se a outra zebra órfã chamada Lualeni. Mas quando Kore, um pequeno elande dependente do leite chegou à unidade, tudo mudou.

“Quando [Kore] chegou pela primeira vez, Ngulia ficou com mais necessidade de atenção. Ela seguia os guardas que levavam o leite para Kore, que era alimentado a cada três horas”, contou Alden.
Passado alguns meses, Ngulia decidiu fazer amizade com Kore. “Kore também ficou encantado com a aproximação de sua nova amiga e sentiu-se muito feliz correndo e pulando com ela”, acrescentou Alden.
Algum tempo depos juntou-se ao grupo outro elande órfão chamado Tawi, além de um búfalo chamado Jamhuri formando assim um quarteto pouco comum mais mesmo muito próximo.
 Segundo Alden, “Jamhuri desenvolveu uma estreita relação órfão Tawi desde o início e, nos primeiros meses, foi visto sugando as orelhas de  Kore. Jamhuri adora sugar os ouvidos dos outros pequenos órfãos no grupo. Na verdade, ela também tentou fazer isso com a parte inferior do corpo de Kore e Tawi”.

Ngulia assumiu o papel de mãe na família, particularmente de Jamuhuri. “Ngulia sente muito amor pelo bebé búfalo Jamuhuri e é muito protetora e ciumenta com ela”, afirmou Alden.

Independentemente das diferenças físicas este grupo entende-se na perfeição, passando a maior parte do tempo juntos e felizes