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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Cervejaria produz embalagem comestível para proteger animais marinhos

A Saltwater Brewary, uma empresa americana produtora de cerveja, criou um plástico biodegradável, para guardar packs de 6 cervejas, o famoso six pack. Este plástico para além de biodegradável ainda pode ser usado em compostagem e é também ingerível. 

Esta invenção « assume um caracter de grande importância se tivermos em consideração que no ano passado, os americanos beberam cerca de 24 bilhões de litros. Metade em latas. E a maior parte das embalagens de plástico dos packs acabam no oceano, o que significa uma grave ameaça para os animais marinhos. Com massificação da utilização desta embalagem a empresa cervejeira pretende contribuir para a redução da quantidade de plásticos nos oceanos mas também reduzir os perigos inerentes a sua ingestão, por parte de animais marinhos. Estas embalagens podem servi-lhe de alimento caso o seu destino seja os oceanos. 

Ao apresentar a novidade, a cervejaria de Delray Beach (Flórida/EUA) resumiu o propósito: 

"A maior parte das embalagens plásticas para segurar as seis cervejas nos packs acabam nos nossos mares e impõem uma séria ameaça para a vida selvagem. Em conjunto com a WeBelievers nós idealizamos, desenhamos, testamos e produzimos o protótipo da primeira embalagem de pack comestível. Feita com bioprodutos do processo de produção da cerveja, ela, em vez de matar animals, alimenta-os. Além disso, essas embalagens comestíveis são 100% biodegradáveis e compostáveis."   

Alguns números revelados pela empresa no video de apresentação do projecto rebelam que em todo o mundo estima-se que 1 milhão de aves marinhas e 100 mil mamíferos marinhos e tartarugas marinhas ficam presos em plástico ou o ingerem e morrem. “Decidimos fazer algo para proteger a vida marinha e também nos conectarmos com o nosso público alvo: pescadores e pessoas que amam o mar.” 

O material comestível é feito com a cevada e o trigo vindos do próprio processo de fermentação da cerveja. Devido a este processo de fabrico a cerveja é um pouco mais cara, mas a Saltwater espera que os consumidores adiram a este projecto mesmo que paguem um pouco mais pelo produto e desta forma encoraje outras empresas do sector adaptem esta ideia para os seus próprios produtos.



quarta-feira, 13 de abril de 2016

Plásticos passaram a ser os principais predadores nos oceanos



Sob a forma de garrafas, sacos ou tampas, os plásticos são "os principais predadores dos oceanos", afirmou hoje a organização Surfrider, que publica um relatório detalhando a poluição em cinco locais franceses e espanhóis. 

Com a ajuda de centenas de voluntários, a organização não-governamental levou a cabo em 2015 o primeiro 'censo' de resíduos que poluem as praias, a orla costeira e os fundos marinhos, no âmbito de uma iniciativa que visa recolher e analisar os dados à escala europeia.

"Todos os dias, oito milhões de toneladas de lixo acabam no oceano. 80% da poluição que afeta os nossos mares é de origem terrestre e resulta da atividade humana, com repercussões terríveis na biodiversidade e na globalidade do nosso ambiente", sublinha o presidente da Surfrider Foundation Europe, Gilles Asenjo, em comunicado. 

O plástico constitui "mais de 80%" do lixo na maior parte dos cinco locais analisados, observou a organização. 

Na praia de Burumendi, em Mutriku (Espanha), por exemplo, 96,6% dos resíduos recolhidos são de plástico e de poliestireno, os quais representam 94,5% dos 10.884 resíduos recolhidos na praia de La Barre, em Anglet, nos Pirenéus atlânticos. 

O plástico e o poliestireno também foram encontrados em massa na praia de Porsmilin, em Locmaria-Plouzané, em Finisterra (Espanha), com um peso de 83,3% do total de 2.945 resíduos recolhidos no decorrer das suas quatro campanhas de levantamento de materiais.

Na praia de Murguita em San Sebastian (Espanha), por outro lado, o plástico e o poliestireno representaram 61% dos materiais recolhidos, dos quais 18% são vidro. 

O vidro predomina, aliás, na praia de Inpernupe, em Zumaia (Espanha), representando quase metade (47,9%), contra o peso de 29,1% do plásticos e poliestireno.

Além dos materiais de plástico, os voluntários recolheram, nos diferentes locais, cordas, redes, cigarros, embalagens de alimentos, tampas, cápsulas, garrafas de vidro e até mesmo "resíduos sanitários". Para cada local, a Surfrider compilou uma lista dos principais resíduos recolhidos. 

"Nesta altura, são as primeiras indicações que nos dão uma perceção geral das estatísticas europeias", sublinhou Asenjo, apontando que, da Grã-Bretanha ao País Basco, os resíduos plásticos são claramente os principais predadores do oceano", porque "levam centenas de anos a desaparecer" ao contrário de outros materiais como a madeira ou o cartão.

"E quando eles não estão aos nossos pés na praia, estão a ser ingeridos pelos animais marinhos, que sufocam, já para não falar das substâncias tóxicas que libertam, e nas quais nos banhamos, e da sua possível integração no seio da cadeia alimentar", acrescentou.



sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Barulho de navios impede orcas de se comunicarem



O ruído de navios interfere com a capacidade de orcas de “falar” umas com as outras e caçar, e acordo com um novo estudo da Beam Reach MarineScience and Sustainability Schoo. Segundo informações da Anda, os Investigadores descobriram que a poluição sonora submarina em habitats costeiros interrompe o funcionamento dos métodos de comunicação das orcas e a capacidade de localizar peixes,
Como objectivo do estudo estava uma possível interferência de um porto em Seattle, nos Estados Unidos, com a capacidade das orcas de enviar cliques e ouvir os seus ecos no oceano, enquanto caçam salmões
Os investigadores mediram os ruídos subaquáticos enquanto navios passaram pelo seu local de estudo 3.000 vezes. A investigação mostrou que o crescimento da navegação comercial elevou a intensidade de ruídos de baixa frequência no oceano em quase 10 vezes desde 1960. Porque o ruído ocorre nas baixas frequências utilizadas por baleias há uma crescente evidência de que isso pode causar impacto na sua capacidade de comunicação e, portanto, na sua sobrevivência.
A equipa liderada por Scott Veirs, quis também saber se o ruído de navios poderia estender-se às frequências mais altas usadas por baleias dentadas e, portanto, representar ameaças semelhantes para estas.
Para analisar a natureza do ruído de navios, em particular nas zonas costeiras próximas aos portos, cientistas mediram cerca de 1.600 navios à medida que eles passavam por Haro Strait, no Estado de Washington, que é o habitat crítico para as orcas residentes do sul ameaçadas de extinção.
As orcas são ícones no Noroeste do Pacífico e apoiam uma indústria de ecoturismo de vários milhões de dólares nos Estados Unidos e Canadá. Porque as orcas, como outras baleias dentadas, usam médias e altas frequências para se comunicar e encontrar suas presas, o estudo mediu uma ampla gama de frequências (10 Hz a 40.000 Hz).
O autor do estudo Dr. Scott Veirs, da Beam Reach Marine Science and Sustainability School, disse: “Os resultados mostram que os navios são responsáveis ​​por elevados níveis de ruído de fundo não só a baixas frequências, como esperado, mas também em frequências médias e mais altas – incluindo a 20.000 Hz, como as orcas ouvem melhor.
 
“Isso significa que em ambientes costeiros, onde os mamíferos marinhos vivem dentro de poucos quilômetros de rotas de navegação, o ruído de navios tem o potencial de interferir com a comunicação e a eco-localização.”
 “O estudo é único porque estima os níveis de fonte de populações maiores e mais classes de navios do que em estudos anteriores.”
“Em geral, navios porta-contentores exibiram os mais altos níveis medianos em todas as frequências abaixo de 20.000 Hz. Os navios militares tiveram alguns dos níveis mais baixos, o que sugere que a transferência de tecnologia silenciosa para o setor comercial pode ser uma estratégia bem sucedida de atenuação do ruído. O estudo mostra que outra forma potencial de reduzir a poluição sonora é simplesmente desacelerar. Os números sugerem que, em média, cada redução na velocidade de um navio por um nó poderia reduzir os níveis de ruído de banda larga por um decibel.”

Fonte: http://www.anda.jor.br/11/02/2016/577282 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Pinguins abraçam-se para sobreviver ao frio extremo



Bebés pinguins de uma pequena colónia de pinguins-imperador tiveram de se juntar para, presumivelmente, sobreviveram a um nevão gelado. Perto deles estava o engenheiro alimentar e fotógrafo amador Gunther Riehle, que se aventurou no gelo da Antárctida para captar o momento.


Estes adoráveis pinguins bebés tiveram de tomar medidas drásticas para sobreviver ao frio gelado da Antárctida, por isso encostaram-se bem uns aos outros encolhendo a cabeça, claro que os adultos protegem-nos também criando um abrigo seguro e quentinho para eles. No interior do aglomerado a temperatura é de cerca de 37ºC, enquanto a temperatura ambiente é de 24 graus negativos, em dias de sol e céu azul. 


Nestas colónias de pinguins imperadores, normalmente um progenitor fica perto das crias e outro vai à procura de alimento. “As colónias podem amontoar-se durante horas, durante a noite e as tempestades, até ao próximo ciclo de alimentação”, concluiu Riehle


Segundo o fotógrafo estes pinguins teriam três meses de idade quando foram fotografados. 









Fontes: http://greensavers.sapo.pt; http://www.dailymail.co.uk